PIADA RELIGIOSA, CRISTIANISMO FRÁGIL E A CONTRARIEDADE DA CENSURA!

As piadas com as crenças, alimentos de muitos desamparados [infelizmente] (quer você queira ou não), devem ser repensadas. Satirizar religiosos de carreira e hábitos religiosos é uma coisa, mas os símbolos da fé, é outra. E no Brasil, os costumes das religiões, em geral, são satirizados pelos humoristas midiáticos contemporâneos, mas seu símbolos, muito pouco, exceto o cristianismo, em que todo humorista "pós-moderno" defeca na cara do Cristo (o símbolo), santos, anjos e as demais personagens desta crença; e os supostos defensores do respeito às diversidades sexuais, políticas e culturais, e, inclusive, da tolerância religiosa, batem palmas. 

Para mim, é duvidoso afirmar que as piadas com religiões, no Brasil, abarcam a todas, dentro dos meios digitais (fora das mídias, os chamados "cristãos", satanizam as religiões africanas, asiáticas, dentre outros, demonstrando uma enorme falha de caráter e da leitura do mandamento "amai ao próximo como a ti mesmo"). Isso é uma desculpa para atacar o religiosismo cristão, como feito em outros momentos da história, por inúmeros motivos, vários, legítimos, outros não. O cristianismo é um alvo da "esquerda", desde os grandes projetos de Estado e das palavras do barbudo, e eu, ainda que por uma perspectiva materialista, me coloco em uma posição de reflexão, antes de tudo. Não estamos mais na rota da Revolução Russa ou das Cruzadas (e nunca estivemos) e a história do cristianismo, no Brasil, seguiu uma rota distinta, desde franciscanos, jesuítas, capuchinos, carmelitas, dentre outros, que empreenderam projetos aproveitáveis para o desenvolvimento do Estado, em especial, nas manutenções de instituições de caridade e educação. 

Os humoristas brasileiros precisam ter mais capacidade do que esse humor óbvio (crítico somente da direita) e politicamente covarde e conveniente, dos últimos anos. Minha resposta, todavia, foi a de não assistir o especial, e isso basta. A censura é a pior desgraçada que um Estado "chamado" democrático pode ter. O ESPECIAL DEVE SER EXIBIDO AOS QUE GOSTAM. Agora, na Jordânia, querem proibir o seriado "Messiah", que assisto e gosto, pelo motivo de que a série apresentaria uma versão "diferente da oficial" (para um 'profeta', 'líder religioso' ou 'Cristo ocidental'), moderna, dura, justiceira e sem a caracterização cristã ou muçulmana tradicional, neste caso. Isso é análogo ao maior problema "revelado" no Jesus de Porchat pelos "defensores da moral e da decência" no Brasil: Cristo ser gay ou líder político/religioso, algo fora do paradigma ortodoxo/dogmático das crenças. 

Diante dos religiosos radicais, "Messias" não pode ser gay, negro, casar, ser político de carreira, negociar com estadistas, abater animais em condições de sacrifício ou qualquer coisa que retire a áurea que o próprio Cristo recusou na história bíblica, e, tudo isso, não deveria ser um problema tão grande, afinal, padres e pastores são gays (e os que conheço são ótimos), muitos são corruptos (e isso é um problema maior que o especial do Porchat ou do Messiah) e os "cristãos" que frequentam a maior parcela dos "espaços de fé", compartilham dessas práticas corruptas, que engloba falta de educação e amor como pilastras. Os frequentadores de culto e missa são também héteros e gays, e somenta lá estão, para reproduzirem um hábito histórico criado e alimentado de geração em geração, com a finalidade de doutriná-los pelo financiamento do poderio das Igrejas (e suas projeções benéficas e maléficas), o que os leva ao ponto de não questionarem sua existência e destino, "programados por Deus", fundamentados na promessa da vida eterna (vida boa depois, agora, pode ser uma merda, "para você, não para o patrão) encerrando com o medo do humano de estar só neste mundo, com sua vida efêmera, e findar em nada, com sua morte. No final, é isso que somos, portanto, se sua fé está do lado de fora dos seus olhos, ela não existe e o problema não são os especiais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário