Tempo
Tempo de nascer,
tempo de crescer.
Tempo de ver a vida,
tempo dela me ver.
tempo de crescer.
Tempo de ver a vida,
tempo dela me ver.
Tempo que me pertence,
tempo a que me pertenço.
Tempo que me define,
me diz que sou tão infenso.
tempo a que me pertenço.
Tempo que me define,
me diz que sou tão infenso.
Tempo de tempestade,
tempo de escuridão.
Tempo da gargalhada,
abafada pelo trovão.
tempo de escuridão.
Tempo da gargalhada,
abafada pelo trovão.
Tempo que me prende,
tempo que me liberta.
Tempo que me tranca
e deixa a porta aberta.
tempo que me liberta.
Tempo que me tranca
e deixa a porta aberta.
Tempo que logo passa,
tão logo como uma sesta.
Tempo, que tanto me sobra,
tempo, que pouco me resta.
tão logo como uma sesta.
Tempo, que tanto me sobra,
tempo, que pouco me resta.
Onde já se viu?
Onde já se viu,
um poeta que é petiz,
que diz que sua vida
é um enorme chafariz?
um poeta que é petiz,
que diz que sua vida
é um enorme chafariz?
Onde já se viu,
um poeta apaixonado,
que diz que sua mente
é um céu estrelado?
um poeta apaixonado,
que diz que sua mente
é um céu estrelado?
Onde já se viu,
um poeta satifesto,
que diz que sua rima
não lhe cabe mais no peito?
um poeta satifesto,
que diz que sua rima
não lhe cabe mais no peito?
Onde já seu viu,
um poeta moribundo,
que diz que sua alma,
é um poço sem fundo?
um poeta moribundo,
que diz que sua alma,
é um poço sem fundo?
Onde já se viu,
um poeta acorvadado,
que enterra seu versinho,
em um solo imaculado?
um poeta acorvadado,
que enterra seu versinho,
em um solo imaculado?
Onde já se viu,
um poeta triste e feliz,
que quando fala de amor,
lhe cresce o nariz?
um poeta triste e feliz,
que quando fala de amor,
lhe cresce o nariz?
Noite de pecado
Toda noite têm segredos,
todos eles têm canção.
Toda vida tem pecado,
todo medo é salvação.
todos eles têm canção.
Toda vida tem pecado,
todo medo é salvação.
Minha noite tão gelada,
meu amor não revelado,
minha sina rebuscada,
meu segredo amortizado.
meu amor não revelado,
minha sina rebuscada,
meu segredo amortizado.
Minha cama de casal,
minha mente, doce e mal,
meu passado, tão presente,
meu sorriso intransigente.
minha mente, doce e mal,
meu passado, tão presente,
meu sorriso intransigente.
Diga adeus pureza infantil,
diga oi, valor mais vil.
diga oi, valor mais vil.
Quero ver seu rosto hoje,
quero ter seu gosto amargo,
quero ser o seu pecado,
sagrado,
em meu corpo pardo.
quero ter seu gosto amargo,
quero ser o seu pecado,
sagrado,
em meu corpo pardo.
Estrela cadente
Céu, lindo véu,
da esposa em lua de mel.
Estrelas, brilho incessante,
igual somente,
os olhos do amante.
da esposa em lua de mel.
Estrelas, brilho incessante,
igual somente,
os olhos do amante.
Céu, lindo céu,
amor sua luz irradia.
Estrela, minha estrela,
que falta faz,
minha estrela guia.
amor sua luz irradia.
Estrela, minha estrela,
que falta faz,
minha estrela guia.
Céu, triste céu,
escuro feito meu peito.
Estrela, perdida estrela,
feita, tão feita ausente,
agora sei que me és,
apenas estrela cadente.
escuro feito meu peito.
Estrela, perdida estrela,
feita, tão feita ausente,
agora sei que me és,
apenas estrela cadente.
Ser ou não ser?
Promiscuidade.
Puritanização.
Ser ou não ser?
Eis... A questão.
Puritanização.
Ser ou não ser?
Eis... A questão.
Encene para mim, Hamlet,
descarne minha face.
Desnude meu corpo,
desvende minha alma,
me viva e me mate.
descarne minha face.
Desnude meu corpo,
desvende minha alma,
me viva e me mate.
Explique-me Parmênides,
conte a sua verdade.
A partícula é o Ser?
Ou o ser, é vaidade?
conte a sua verdade.
A partícula é o Ser?
Ou o ser, é vaidade?
Ser ou não ser?
Que isso mais importa?
Se ser é preciso,
a Inês agora é morta.
Que isso mais importa?
Se ser é preciso,
a Inês agora é morta.
Espelho
Espelhe minha imagem,
meus olhos secos,
uma miragem.
meus olhos secos,
uma miragem.
Sustente minha vaidade,
minha vida discreta,
uma roupagem.
minha vida discreta,
uma roupagem.
Motive minha coragem,
meu desafio,
estou de passagem.
meu desafio,
estou de passagem.
Registre em sua memória,
meu devaneio,
uma história.
meu devaneio,
uma história.
Simples desejo
Minha alma quer descanso,
meu corpo, um canto,
as mãos, um café.
O coração, um amor,
a cabeça, um cafuné.
meu corpo, um canto,
as mãos, um café.
O coração, um amor,
a cabeça, um cafuné.
De dia pesam meus olhos,
tão abertos madrugada afora.
De noite pesa minha alma,
castigada pela memória.
tão abertos madrugada afora.
De noite pesa minha alma,
castigada pela memória.
Quero apenas uma trégua,
uma vida sossegada.
Quero apenas companhia,
daquela que vira o dia.
uma vida sossegada.
Quero apenas companhia,
daquela que vira o dia.
Meu desejo é simples:
não quero apenas,
que o dia termine bem.
Quero eu, quero você,
e não quero mais ninguém.
não quero apenas,
que o dia termine bem.
Quero eu, quero você,
e não quero mais ninguém.
Saudade morta
Fecho os olhos e me esqueço,
que partistes rumo afora.
Penso que comigo estas,
sinto-te em mim agora.
que partistes rumo afora.
Penso que comigo estas,
sinto-te em mim agora.
Ouço vozes e portões,
o controle e seus botões.
Audiência da tristeza,
sou refém das emoções.
o controle e seus botões.
Audiência da tristeza,
sou refém das emoções.
É você quem rompe a noite?
É você quem quer chegar?
É você quem eu espero.
É você quem quero amar.
É você quem quer chegar?
É você quem eu espero.
É você quem quero amar.
Entre sem cerimônia,
minha casa é o seu lar.
Não me ofereça suas desculpas,
não me interessam suas aventuras.
minha casa é o seu lar.
Não me ofereça suas desculpas,
não me interessam suas aventuras.
O que importa é que estamos dentro,
atravessamos entre portas,
reunimo-nos de novo,
e a saudade agora é morta!
atravessamos entre portas,
reunimo-nos de novo,
e a saudade agora é morta!
O preço
Poetizo,
porque a alma não pode pagar,
o alto preço
pelo equívoco do não amar...
porque a alma não pode pagar,
o alto preço
pelo equívoco do não amar...
Escrevo,
porque a vida não pode negar,
a chance única
do romantismo de meu sonhar.
porque a vida não pode negar,
a chance única
do romantismo de meu sonhar.
Relembro,
porque a memória não pode apagar,
o tempo vivido
e o amor esquecido, na mesa de bar.
porque a memória não pode apagar,
o tempo vivido
e o amor esquecido, na mesa de bar.
Desisto,
porque meu copo não pode afogar,
a imagem gravada,
do teu olhar.
porque meu copo não pode afogar,
a imagem gravada,
do teu olhar.
Ex ser humano
Me cansei de ser humano,
me cansei de não ser ouvido.
Açoitaram nossa espécie,
e nos tornaram "o indivíduo".
me cansei de não ser ouvido.
Açoitaram nossa espécie,
e nos tornaram "o indivíduo".
Futebol, cinema,
política, religião.
Qualquer motivo é discórdia,
qualquer palavra é agressão.
política, religião.
Qualquer motivo é discórdia,
qualquer palavra é agressão.
Minha mãe me ensinou o amor,
meu pai, o respeito.
Cresci e vi o ódio,
o domínio do sujeito.
meu pai, o respeito.
Cresci e vi o ódio,
o domínio do sujeito.
Sozinho na multidão,
gente sem coração.
Não quero mais ser humano,
quero voltar os anos,
para o tempo da ilusão.
gente sem coração.
Não quero mais ser humano,
quero voltar os anos,
para o tempo da ilusão.
Cansaço
Procurando de várias formas,
uma maneira de me livrar,
desse desejo desencontrado,
e desse cansaço,
de me cansar.
uma maneira de me livrar,
desse desejo desencontrado,
e desse cansaço,
de me cansar.
Gostaria simplesmente,
de viver mais uma vida,
pra apagar sua existência,
deletar sua despedida.
de viver mais uma vida,
pra apagar sua existência,
deletar sua despedida.
Tô querendo vez em outra,
reencontrar a tua boca.
Tô querendo vez em sempre,
esquecer que és ausente.
reencontrar a tua boca.
Tô querendo vez em sempre,
esquecer que és ausente.
Não me canso de você,
não me cansa relembrar.
O que cansa é meu sorriso,
pedindo pra voltar.
não me cansa relembrar.
O que cansa é meu sorriso,
pedindo pra voltar.
Amigo José
Carregando-me de becos em becos,
de ruas em ruas.
E o tempo se esfacelando,
sob a luz da lua.
de ruas em ruas.
E o tempo se esfacelando,
sob a luz da lua.
Obrigado por sua mão amiga,
agradeço sua proteção,
saiba que para sempre estarás,
dentro de meu coração.
agradeço sua proteção,
saiba que para sempre estarás,
dentro de meu coração.
Tantos dias de jornada,
diágolos sem igual.
Companheiro de escola,
de vida e hospital.
diágolos sem igual.
Companheiro de escola,
de vida e hospital.
Amigo seja feliz,
nesta vida passageira.
Seja sempre essa luz,
que acompanha e conduz
de tão forte faz clareira.
nesta vida passageira.
Seja sempre essa luz,
que acompanha e conduz
de tão forte faz clareira.
1000 dias
Mais de 1000 dias sem você
e ainda insiste em me assombrar.
Mais de 1000 poesias pra você,
nunca vou me confessar.
e ainda insiste em me assombrar.
Mais de 1000 poesias pra você,
nunca vou me confessar.
Mais de 1000 noites sem prazer
e ainda sinto seu queimar.
Mais de 1000 camas desarrumadas,
nunca mais vou me entregar.
e ainda sinto seu queimar.
Mais de 1000 camas desarrumadas,
nunca mais vou me entregar.
Mais de 1000 lágrimas perdidas
e ainda teimo em te olhar.
Mais de 1000 fugas acovardadas,
nunca mais hei de amar.
e ainda teimo em te olhar.
Mais de 1000 fugas acovardadas,
nunca mais hei de amar.
Au revoir mamãe
Au revoir juventude, au revoir adolescência,
Au revoir puberdade, au revoir delinquência.
Au revoir meus amigos, au revoir minhas paixões,
Au revoir minha fúria, bienvenue ilusões.
Au revoir puberdade, au revoir delinquência.
Au revoir meus amigos, au revoir minhas paixões,
Au revoir minha fúria, bienvenue ilusões.
Permita-me a partida, permita-me a mudança,
não se zangue por meus atos, eu ainda sou criança.
Não me deixei tão sozinho, não me cuide tão pertinho,
eu só quero meu espaço, sem perder o seu carinho.
não se zangue por meus atos, eu ainda sou criança.
Não me deixei tão sozinho, não me cuide tão pertinho,
eu só quero meu espaço, sem perder o seu carinho.
Estou saindo mamãe, vou de encontro a minha vida,
suas asas não me cabem, sua carícia não me anima.
Não me perca de vista, não me solte abertamente,
ainda não sou um homem, sou menino dependente.
suas asas não me cabem, sua carícia não me anima.
Não me perca de vista, não me solte abertamente,
ainda não sou um homem, sou menino dependente.
Posso deitar em sua cama e segurar sua mão?
Posso dormir até tarde, sem saber que horas são?
Quero experimentar tudo, não quero perder nada,
quero o tempo em minhas mãos e você em minha guarda.
Posso dormir até tarde, sem saber que horas são?
Quero experimentar tudo, não quero perder nada,
quero o tempo em minhas mãos e você em minha guarda.
Partida
Queria poetizar,
mas me falta luz,
em pleno luar.
mas me falta luz,
em pleno luar.
Queria tanto,
dizer, acender...
mas me faltam versos,
de amanhacer.
dizer, acender...
mas me faltam versos,
de amanhacer.
Queria iluminar,
mas me falta lua,
me falta mar.
mas me falta lua,
me falta mar.
Queria tanto,
clarear, chegar...
mas me falta brilho,
me faltam trilhos...
clarear, chegar...
mas me falta brilho,
me faltam trilhos...
Queria tanto parar,
mas me sobra ir,
me sobra partir.
mas me sobra ir,
me sobra partir.
Estrada
Estrada de concreto, casa de madeira,
coração de pedra, felicidade derradeira.
coração de pedra, felicidade derradeira.
Estrada estreita, casa desabitada,
noite que vira dia, dia que vira nada.
noite que vira dia, dia que vira nada.
Estrada despovoada, casa desajeitada,
portas entreabertas, presenças amortizadas.
portas entreabertas, presenças amortizadas.
Sombra do meu caminho, neblina palmo a palmo,
cegueira diurna, rumo ao meu mar calmo.
cegueira diurna, rumo ao meu mar calmo.
Faltas
Faltam versos, faltam palavras,
faltam desejos, sobram segredos.
Faltam momentos, sobram histórias,
falta presente, sobram memórias.
faltam desejos, sobram segredos.
Faltam momentos, sobram histórias,
falta presente, sobram memórias.
Sobram ausências, sobram saudades,
sobram perfumes, falta vaidade.
Sobram cartões, dentro da gaveta,
faltam os dedos, na maçaneta.
sobram perfumes, falta vaidade.
Sobram cartões, dentro da gaveta,
faltam os dedos, na maçaneta.
Faltam seus olhos, falta o olhar,
sobram meus olhos, sobre o vagar.
Faltam os braços – abraços – do inverno,
sobram as blusas, sobra o deserto.
sobram meus olhos, sobre o vagar.
Faltam os braços – abraços – do inverno,
sobram as blusas, sobra o deserto.
Falta o sorriso, falta a piada,
falta seu tudo, sobra meu nada.
Sobram as faltas.
falta seu tudo, sobra meu nada.
Sobram as faltas.
Apenas um sonhar
Poesias para surdos, sonetos divagados,
acorde minha amada, venha ver quem está ao seu lado.
Discurso desconexo, palavras desajustadas,
desperte-a, minha aurora, desnude-a, tão estimada.
acorde minha amada, venha ver quem está ao seu lado.
Discurso desconexo, palavras desajustadas,
desperte-a, minha aurora, desnude-a, tão estimada.
Teu sono me perpetua, teu corpo me faz febril,
transborde o meu copo, não o deixe vazio.
Olívia de Eugênio, idolatrada de Genoca,
Julieta de Romeu, meu amor, então morreu.
transborde o meu copo, não o deixe vazio.
Olívia de Eugênio, idolatrada de Genoca,
Julieta de Romeu, meu amor, então morreu.
Meus versos não telepáticos,
meus desejos não entendidos,
teu amor é minha prioridade,
minha vida um precipício.
meus desejos não entendidos,
teu amor é minha prioridade,
minha vida um precipício.
Acorde minha amada, antes do amanhecer,
preciso partir agora, preciso me refazer.
Põe vida em teu corpo, movimente tuas curvas,
não me deixe a pensar, que todo o meu desejo,
era apenas um sonhar
preciso partir agora, preciso me refazer.
Põe vida em teu corpo, movimente tuas curvas,
não me deixe a pensar, que todo o meu desejo,
era apenas um sonhar
Muletas do coração
[Coração...]
Quebrado, esmagado, paraplégico, amputar?
Talvez devesse agora tuas muletas aceitar.
Forte estou, forte sou... em tuas mãos,
e a sua vida? Manipulação!
Quebrado, esmagado, paraplégico, amputar?
Talvez devesse agora tuas muletas aceitar.
Forte estou, forte sou... em tuas mãos,
e a sua vida? Manipulação!
Diga-me com quem andas, que te direi quem não és!
Não posso mais caminhar sem tua maldita dependência,
vivo a míngua, as migalhas, de tua indecência.
Não posso mais caminhar sem tua maldita dependência,
vivo a míngua, as migalhas, de tua indecência.
Minha carta de alforria não tem assinatura,
você é minha dona, senhora de engenho.
Culpa tanto sua, por ti me fiz assim,
consciência puritana, distúrbio sem fim.
você é minha dona, senhora de engenho.
Culpa tanto sua, por ti me fiz assim,
consciência puritana, distúrbio sem fim.
Saia daqui, parta meu coração,
descarne minha face.
Quero ver o sangue,
quero ter, quero ser,
genuinamente amante
descarne minha face.
Quero ver o sangue,
quero ter, quero ser,
genuinamente amante
As duas da manhã
Madrugada interessante,
silêncio alarmante.
Grilos cantando,
e eu?
silêncio alarmante.
Grilos cantando,
e eu?
Acordado e sonhando...
Um céu empoeirado,
poeira da chuva,
o tempo nublado,
e a cabeça na lua.
poeira da chuva,
o tempo nublado,
e a cabeça na lua.
Como a ausência tua,
o silêncio na rua.
É o aviso de quem te ama:
te espero na cama.
o silêncio na rua.
É o aviso de quem te ama:
te espero na cama.
Navegar
Você pode não crer,
que em meu jeito de ser,
poderia se encontrar.
que em meu jeito de ser,
poderia se encontrar.
Estás então a navegar,
de prefácio à fundo,
viva, tão profundo,
enrustida em meu olhar.
de prefácio à fundo,
viva, tão profundo,
enrustida em meu olhar.
Horário de verão,
horário sem verão.
Eu continuo quente,
eu continuo ardente,
corpo e coração.
horário sem verão.
Eu continuo quente,
eu continuo ardente,
corpo e coração.
Talvez eu não te encontre,
talvez eu não me encontre,
Não ache seu retrato,
nem a veja no horizonte.
talvez eu não me encontre,
Não ache seu retrato,
nem a veja no horizonte.
Por certo que te diga,
não me veja tão errado.
Não tenho tanta culpa,
meu presente é passado.
não me veja tão errado.
Não tenho tanta culpa,
meu presente é passado.
Brilho de Lua
Cadê você, brilho de lua?
Cadê tua luz no reflexo da rua?
Não te enxergo por minha janela,
só te encontro, em minhas sequelas.
Cadê tua luz no reflexo da rua?
Não te enxergo por minha janela,
só te encontro, em minhas sequelas.
Seu brilho deixou de brilhar,
sua luz parou de iluminar.
Minha noite já foi se vestir,
e seu sorriso deixou de sorrir.
sua luz parou de iluminar.
Minha noite já foi se vestir,
e seu sorriso deixou de sorrir.
Por que a mim não retornas, brilho de lua?
Minha casa está escura, querendo ser tua.
Me perderei de vista, uma vista que não vê,
desmoronarei-me em lembranças, memórias de você.
Minha casa está escura, querendo ser tua.
Me perderei de vista, uma vista que não vê,
desmoronarei-me em lembranças, memórias de você.
O último ônibus
Partiu... O último ônibus da rodoviária.
Partiu... Levando meu coração em migalhas.
Chegou... A dor costumeira neste terminal.
Não quero... A voz que insiste em me dizer tchau.
Partiu... Levando meu coração em migalhas.
Chegou... A dor costumeira neste terminal.
Não quero... A voz que insiste em me dizer tchau.
Agora não te vejo, nem mesmo na janela,
agora não te escuto, nem mesmo em um sussurro.
Agora você parte e deixa meu coração magoado,
não posso nem imaginar quem está ao seu lado,
isso já enciumaria meu peito apaixonado.
agora não te escuto, nem mesmo em um sussurro.
Agora você parte e deixa meu coração magoado,
não posso nem imaginar quem está ao seu lado,
isso já enciumaria meu peito apaixonado.
Sozinho neste banco, já não tenho nenhum rumo,
nem desejo, nem vontade, nem lampejos ou saudade.
Vá com Deus e para cá não voltes mais,
eu só quero minha caneta e um pouco mais de paz.
nem desejo, nem vontade, nem lampejos ou saudade.
Vá com Deus e para cá não voltes mais,
eu só quero minha caneta e um pouco mais de paz.
Poesia premiada no 32º Festival Poético do SESC/PR:
Queria que soubesse
O tempo se passou, não sei mais por onde anda,
você era minha vida, o meu sonho de criança.
Como um botão de rosa, sempre linda desabrochava,
seu perfume tão suave, daqueles que já se sabe,
precipita sua chegada.
você era minha vida, o meu sonho de criança.
Como um botão de rosa, sempre linda desabrochava,
seu perfume tão suave, daqueles que já se sabe,
precipita sua chegada.
Como uma flor rara, tão bonita mas tão frágil,
sua delicadeza me assustava, e a certeza me falava:
todo vento é um mal presságio.
sua delicadeza me assustava, e a certeza me falava:
todo vento é um mal presságio.
Suas pétalas se curvavam, retirando-se, uma a uma,
eu tentei te segurar, num esforço infantil,
não há mais o que fazer, esta rosa já partiu.
eu tentei te segurar, num esforço infantil,
não há mais o que fazer, esta rosa já partiu.
Recordo-me seu aroma, sua presença marcante,
sua companhia sincera, graciosa amante.
Só queria que soubesse, que estás em meu jardim,
você é como semente, plantada dentro de mim.
sua companhia sincera, graciosa amante.
Só queria que soubesse, que estás em meu jardim,
você é como semente, plantada dentro de mim.
Por que não me procuras?
Sabes onde estou, por que não me procuras?
Sabes porque abro, porque fecho, porque calo,
Sabes que profano, porque não me censuras?
Olho para o céu, será que lá está?
Será que quer que eu fique, que espere,
ou que vá?
Sabes porque abro, porque fecho, porque calo,
Sabes que profano, porque não me censuras?
Olho para o céu, será que lá está?
Será que quer que eu fique, que espere,
ou que vá?
Acho que te vejo, te encontro pela rua,
penso e te desnudo, berrando como um mudo,
a verdade suja e nua.
Eu sei que te conheço, ou penso algo assim,
talvez eu te imagine, pelo que trouxe pra mim,
mais possível que te odeie, por minha loucura sem fim.
penso e te desnudo, berrando como um mudo,
a verdade suja e nua.
Eu sei que te conheço, ou penso algo assim,
talvez eu te imagine, pelo que trouxe pra mim,
mais possível que te odeie, por minha loucura sem fim.
Você pode me encontrar, sentado em uma calçada,
em pé sobre uma varanda, deitado, de alma pesada.
Pode me achar leve, flutuante, criança indefesa,
rápido, avassalador, como a fúria da natureza,
ou simplesmente louco, paranoico,
desprovido de certezas.
em pé sobre uma varanda, deitado, de alma pesada.
Pode me achar leve, flutuante, criança indefesa,
rápido, avassalador, como a fúria da natureza,
ou simplesmente louco, paranoico,
desprovido de certezas.
Chuva companheira
Correndo por entre as ruas,
esquivando-me entre carros,
fugindo de tua força,
entregando-me ao acaso.
esquivando-me entre carros,
fugindo de tua força,
entregando-me ao acaso.
Escorrem por minha pele,
chuva fina, gota suave,
aumentam a minha febre,
meu estado é grave.
chuva fina, gota suave,
aumentam a minha febre,
meu estado é grave.
Sinto-me mais pesado,
tua insistência me assusta,
caindo com prepotência,
desculpe minha crítica injusta.
tua insistência me assusta,
caindo com prepotência,
desculpe minha crítica injusta.
Sei que vem por nosso bem,
sua intenção não é ruim.
Mas quero que fique certa,
que o fluido que rejeito,
são lágrimas sobre mim.
sua intenção não é ruim.
Mas quero que fique certa,
que o fluido que rejeito,
são lágrimas sobre mim.
Perpetuação
Transgredi, avancei, perverti-me por ti,
enlouquecido, vislumbrado, por ilusão eu sorri.
O sonho da harmonia, no olhar da covardia,
o beijo que te atrai à imensidão vazia.
enlouquecido, vislumbrado, por ilusão eu sorri.
O sonho da harmonia, no olhar da covardia,
o beijo que te atrai à imensidão vazia.
Amor de fim de festa, verão ou carnaval,
paixão de maresia, companhia sem igual.
Aqueles olhos claros, iluminados pela lua,
ou apenas artificiais, criados pela luz da rua.
paixão de maresia, companhia sem igual.
Aqueles olhos claros, iluminados pela lua,
ou apenas artificiais, criados pela luz da rua.
Como pode o amor ser derrotado pela dor?
Como pode o seu brilho apagado por rancor?
Será que sua áurea já não brilha como antes?
Será que sua grandeza foi guardado em uma estante?
Como pode o seu brilho apagado por rancor?
Será que sua áurea já não brilha como antes?
Será que sua grandeza foi guardado em uma estante?
Aqui me perpetuo, a espera de respostas,
crio minhas raízes, trato de minhas doidices,
penso em minha essência, quase sempre amostra.
Não há como não pensar, não há como não sentir,
o que fica é a lembrança: meu amor, estou aqui.
crio minhas raízes, trato de minhas doidices,
penso em minha essência, quase sempre amostra.
Não há como não pensar, não há como não sentir,
o que fica é a lembrança: meu amor, estou aqui.
Esquina
Sabe aquela noite em que a lua se esconde,
e o brilho das estrelas estão sem horizonte?
É nesse momento que a vida passa apressada,
e a conversa se começa, em um banco de praça.
e o brilho das estrelas estão sem horizonte?
É nesse momento que a vida passa apressada,
e a conversa se começa, em um banco de praça.
Horas e mais horas, de histórias e memórias,
companhia da melhor, eu não quero mais voltar,
já não tenho escapatória.
Quero ficar mais um pouco, um minuto, um segundo,
nem que seja só pra olhar, nem que seja pra calar,
nem que seja pra ficar, um instante em seu mundo.
companhia da melhor, eu não quero mais voltar,
já não tenho escapatória.
Quero ficar mais um pouco, um minuto, um segundo,
nem que seja só pra olhar, nem que seja pra calar,
nem que seja pra ficar, um instante em seu mundo.
É você naquela esquina? É você que vejo ao longe?
Estamos chegando perto, a cada passo preciso,
me encontrar em seu abraço, em seu peito, meu abrigo.
Ficaremos até o sol? No brilho do amanhecer?
Não há necessidade, se em minha realidade,
o que brilha é você.
Estamos chegando perto, a cada passo preciso,
me encontrar em seu abraço, em seu peito, meu abrigo.
Ficaremos até o sol? No brilho do amanhecer?
Não há necessidade, se em minha realidade,
o que brilha é você.
Inquieta, sonolenta, minha vida,
minha noite, minha paz tão barulhenta.
Estou aqui, de silêncio, quase tudo,
lá fora o som da vida, se passando,
entre o escuro.
minha noite, minha paz tão barulhenta.
Estou aqui, de silêncio, quase tudo,
lá fora o som da vida, se passando,
entre o escuro.
Desperdiço-me, imagino-me, me acalento,
me ignoro, meu espírito, me habita,
mas não sei, onde moro.
Me redimo desta culpa, me perdoo,
meu espelho, me insulta.
me ignoro, meu espírito, me habita,
mas não sei, onde moro.
Me redimo desta culpa, me perdoo,
meu espelho, me insulta.
Não quero esta saudade, a falta, pela ausência,
a noite que se acabou, a vida que terminou,
por que tanta incoerência?
Não permito desperdícios, do meu tempo, de meus vícios,
muito queira, minha pena, a ti, saio de cena,
esta é minha resiliência.
a noite que se acabou, a vida que terminou,
por que tanta incoerência?
Não permito desperdícios, do meu tempo, de meus vícios,
muito queira, minha pena, a ti, saio de cena,
esta é minha resiliência.
O querer não é pequeno
Não esqueça de me lembrar,
que preciso te esquecer.
Não me deixe seu olhar,
aflorando o adoecer.
que preciso te esquecer.
Não me deixe seu olhar,
aflorando o adoecer.
A poesia que emociona,
é a mesma que destrói.
A palavra que encanta,
é a mesma que arranca,
o seu eu, dentro de nós.
é a mesma que destrói.
A palavra que encanta,
é a mesma que arranca,
o seu eu, dentro de nós.
Sua promessa verdadeira,
a mentira tão legítima.
Tuas ilusões devastadoras,
recrutando outra vítima.
a mentira tão legítima.
Tuas ilusões devastadoras,
recrutando outra vítima.
Já passou da sua hora,
não te quero, vá embora.
Quero o que me traga paz,
quero o que me faça mais...
não te quero, vá embora.
Quero o que me traga paz,
quero o que me faça mais...
O querer não é pequeno,
é abraço, não aceno.
É o sustento de uma alma,
alimento, não veneno.
É o remédio que acalma,
é o amor, divino e pleno.
é abraço, não aceno.
É o sustento de uma alma,
alimento, não veneno.
É o remédio que acalma,
é o amor, divino e pleno.
Vestimenta chamada amor
Tanto tempo se passou, tantos dias de tormenta,
só agora percebi, que aquilo que vivi,
era como vestimenta.
Ilusão da aparência, relações feito roupagens,
que abrilhantam tantos olhos,
mas ocultam a verdade.
só agora percebi, que aquilo que vivi,
era como vestimenta.
Ilusão da aparência, relações feito roupagens,
que abrilhantam tantos olhos,
mas ocultam a verdade.
Me despi da dependência, minha nudez de realidade,
retirei a cobertura, da verdade nua e crua,
minha autenticidade.
Eu não quero a esmola, a espera, luta in glória,
o que quero é saudade, relembrando aquela história.
retirei a cobertura, da verdade nua e crua,
minha autenticidade.
Eu não quero a esmola, a espera, luta in glória,
o que quero é saudade, relembrando aquela história.
Não me chame pelo nome, quero ser apelidado,
quero ter o seu carinho, me livrar deste embaraço,
que é laço tão bonito, mas é parte do passado.
Passado que já passou, futuro que não existe,
presente que já está indo, me deixando,
tanto triste.
quero ter o seu carinho, me livrar deste embaraço,
que é laço tão bonito, mas é parte do passado.
Passado que já passou, futuro que não existe,
presente que já está indo, me deixando,
tanto triste.
Um destino, outra busca
Comovente, nobre sentimento onipresente,
fragilidade, egoísmo, carência, utilidade,
facetas caricatas desse amor, dessa maldade.
Aceitem-se as fantasias, alimentem-se as infantilidades,
perante nossa memória, nos deixam como covardes.
fragilidade, egoísmo, carência, utilidade,
facetas caricatas desse amor, dessa maldade.
Aceitem-se as fantasias, alimentem-se as infantilidades,
perante nossa memória, nos deixam como covardes.
Tão puro quanto o sentir, é a atrocidade do despertar,
tão belo quanto querer, é a barbaridade do iludir,
é a tristeza do porvir, no prazer do enganar.
Intencionalidade? Posse? Doença ou necessidade?
O mal nunca se finda, se encontra sempre de passagem.
tão belo quanto querer, é a barbaridade do iludir,
é a tristeza do porvir, no prazer do enganar.
Intencionalidade? Posse? Doença ou necessidade?
O mal nunca se finda, se encontra sempre de passagem.
Capitalizando corações, dissecando emoções,
distribuindo migalhas, amparando-se por muletas,
em amores de mortalha.
Não queremos mais a dor, recusamos a recusa,
aceitamos a proposta, para um tal de sonhador,
um destino, outra busca.
distribuindo migalhas, amparando-se por muletas,
em amores de mortalha.
Não queremos mais a dor, recusamos a recusa,
aceitamos a proposta, para um tal de sonhador,
um destino, outra busca.
Que sentido tem o discurso, alienado integralmente?
Que importância tem a presença, completamente ausente?
Palavra distorcida, essa tal de diversão,
que molda comportamentos, rasgando garganta a dentro,
construindo em um momento, a "cadeia" da interação.
Que importância tem a presença, completamente ausente?
Palavra distorcida, essa tal de diversão,
que molda comportamentos, rasgando garganta a dentro,
construindo em um momento, a "cadeia" da interação.
O cárcere não é de ferro, a jaula não é de aço,
as grades são invíveis, as ideias, compartilhadas,
e o povo se encontrando, com almas desencontradas.
Fechado a céu aberto, sozinho na multidão,
incoerência discursiva, verdade ou confusão?
as grades são invíveis, as ideias, compartilhadas,
e o povo se encontrando, com almas desencontradas.
Fechado a céu aberto, sozinho na multidão,
incoerência discursiva, verdade ou confusão?
Intimidade microscópica, interatividade controvérsia,
individualidade dinâmica ou coletividade inércia?
Não basta estar presente, a formalidade é insuficiente,
equivocar-se ao dizer um oi, para não voltar depois.
individualidade dinâmica ou coletividade inércia?
Não basta estar presente, a formalidade é insuficiente,
equivocar-se ao dizer um oi, para não voltar depois.
Isso não é felicidade, nem ao menos se parece,
feliz é aquele que ama, se abraça, e se aquece.
As línguas se comunicam, os olhos se interagem,
as mãos se manifestam, os corpos se orquestram,
nessa tal felicidade.
feliz é aquele que ama, se abraça, e se aquece.
As línguas se comunicam, os olhos se interagem,
as mãos se manifestam, os corpos se orquestram,
nessa tal felicidade.
Ex Romântico
Esse tal de amor perfeito, te amo de qualquer jeito,
essa fala tão inocente, essa razão tão indecente,
de justificar a dor.
essa fala tão inocente, essa razão tão indecente,
de justificar a dor.
Me disseram que era isso, aceitei de prontidão,
me fizeram acreditar, na errada solidão,
me pintaram de vermelho, mesma cor de um coração.
me fizeram acreditar, na errada solidão,
me pintaram de vermelho, mesma cor de um coração.
Descobri de uma vez, o que se vai sem piedade,
não importa seu apego, muito menos sua bondade,
o que vale é como serve, qual é sua utilidade?
não importa seu apego, muito menos sua bondade,
o que vale é como serve, qual é sua utilidade?
Amor verdadeiro é como a vida, não tem morte, nem tem fim,
não tem intervalo e tempo, não há nada que impeça,
um amor bonito assim.
não tem intervalo e tempo, não há nada que impeça,
um amor bonito assim.
Mas será que ele existe? Qual será o seu tamanho?
Será alto como o céu? Profundo como o oceano?
Será feito para todos? Talvez faça-nos de bobo,
talvez seja meio insosso, são dúvidas de um ex romântico.
Será alto como o céu? Profundo como o oceano?
Será feito para todos? Talvez faça-nos de bobo,
talvez seja meio insosso, são dúvidas de um ex romântico.
Só
Sozinho, separado, solitário, só,
reduzido a quase nada, ou a meramente pó.
Não há nada que exista, que não deixe de existir,
não há sorriso belo, que não deixe de sorrir.
reduzido a quase nada, ou a meramente pó.
Não há nada que exista, que não deixe de existir,
não há sorriso belo, que não deixe de sorrir.
Nos domina o sentimento, a emoção e o querer,
manipulam nossas vidas, limiar do adoecer.
Amor, carinho, afeto ou paixão?
Verdade, mentira ou concreta ilusão?
manipulam nossas vidas, limiar do adoecer.
Amor, carinho, afeto ou paixão?
Verdade, mentira ou concreta ilusão?
Moldados pelo discurso, tomados pelo consumo,
o amor virou negócio, a presença,
digital, o carinho um presente,
e o bem se tornou mal.
o amor virou negócio, a presença,
digital, o carinho um presente,
e o bem se tornou mal.
O abraçou esfriou, o beijo não se molhou,
o olhar não penetrou, e o coração,
não mais bateu.
o olhar não penetrou, e o coração,
não mais bateu.
O lindo se tornou feio, o doce se amargou,
o aconchego virou as costas, partindo, rumo afora,
dizendo que o amor morreu.
o aconchego virou as costas, partindo, rumo afora,
dizendo que o amor morreu.
Noite de Natal
Vinte e cinco de Dezembro, tão feliz eu não me lembro,
hoje é noite de Natal, tão feliz não tem igual.
A família reunida, sentada em volta da mesa,
quando as dúvidas se calam, e se emergem as certezas,
de que a vida é tão curta, mas não pode ser pequena,
e o caminho vezes largo, mas não pode ser amargo.
É hora de abraçar, brindar, noite de comemoração,
momento de se mostrar, corpo, alma e coração,
hoje é noite de Natal, tão feliz não tem igual.
A família reunida, sentada em volta da mesa,
quando as dúvidas se calam, e se emergem as certezas,
de que a vida é tão curta, mas não pode ser pequena,
e o caminho vezes largo, mas não pode ser amargo.
É hora de abraçar, brindar, noite de comemoração,
momento de se mostrar, corpo, alma e coração,
instante de se unir, como filhos, como irmãos.
Bom dia de Natal
Hoje é dia de união, encontro familiar,
é dia de irmandade, tempo de partilhar.
Não deixe que a tristeza habite sua mente,
impeça que a maldade, suplante a felicidade.
Seja presente e seja presença, intenso e verdadeiro,
e não deixe de amar, de janeiro a janeiro.
é dia de irmandade, tempo de partilhar.
Não deixe que a tristeza habite sua mente,
impeça que a maldade, suplante a felicidade.
Seja presente e seja presença, intenso e verdadeiro,
e não deixe de amar, de janeiro a janeiro.
Encontros
Fim de ano parecido, rituais repetitivos,
período de reflexão ou consumo e alienação?
Não se atrele ao objeto, menos presente, mais presença,
mais carinho, mais amor, mais abraço, mais essência.
período de reflexão ou consumo e alienação?
Não se atrele ao objeto, menos presente, mais presença,
mais carinho, mais amor, mais abraço, mais essência.
O que quero é seu olhar, seu desejo de ficar,
a noite inteira ao meu lado, minha amiga e amigo amado.
Quero sua companhia, quero sua atenção,
quero seu corpo delgado segurando minhas mãos.
a noite inteira ao meu lado, minha amiga e amigo amado.
Quero sua companhia, quero sua atenção,
quero seu corpo delgado segurando minhas mãos.
Preciso que fique aqui, sem pensar em ir embora,
esqueça-se de tudo que esteja em sua memória.
É tempo de celebrar, é tempo de acolher,
é tempo de se amar, é tempo de se querer,
é tempo de passar em claro, até o amanhecer.
esqueça-se de tudo que esteja em sua memória.
É tempo de celebrar, é tempo de acolher,
é tempo de se amar, é tempo de se querer,
é tempo de passar em claro, até o amanhecer.
Dia de Verão!
Sol batendo forte, iluminando toda casa,
seu calor incandescente, queimando como brasa.
Me protejo, me escondo, de seus raios poderosos,
me assusto, me assombro, com sua natural imposição,
não há mais o que fazer, hoje é dia de verão!
seu calor incandescente, queimando como brasa.
Me protejo, me escondo, de seus raios poderosos,
me assusto, me assombro, com sua natural imposição,
não há mais o que fazer, hoje é dia de verão!
Boa noite queridos e queridas...
Mais uma noite de tempo nublado,
novamente um céu sem estrelas.
Por isso deixe o que for de dentro brilhar,
Durma em paz e permita-se sonhar...
Amanhã um novo dia, uma nova história,
que tudo seja perfeito, e o resto?
Só memória..
novamente um céu sem estrelas.
Por isso deixe o que for de dentro brilhar,
Durma em paz e permita-se sonhar...
Amanhã um novo dia, uma nova história,
que tudo seja perfeito, e o resto?
Só memória..
Flores
Humanamente visível, essencialmente incompreensível,
evidências de indecisão, indícios de transformação.
Identidade conhecida, interações desnecessárias,
abandono pessoal, apontamento imoral,
desigualdade social.
evidências de indecisão, indícios de transformação.
Identidade conhecida, interações desnecessárias,
abandono pessoal, apontamento imoral,
desigualdade social.
Argumento pesado, como as lágrimas salgadas,
que declinam a cabeça, e a coloca com tristeza,
sobre nossas mãos molhadas.
Ser quem sou é errado, ser quem sou não é normal,
talvez eles estejam certo, e sofro de peito aberto,
meu castigo racial.
que declinam a cabeça, e a coloca com tristeza,
sobre nossas mãos molhadas.
Ser quem sou é errado, ser quem sou não é normal,
talvez eles estejam certo, e sofro de peito aberto,
meu castigo racial.
Julgamento pela pele, excluído pela cor,
alma cheia de tormenta, motivada pela dor.
Talvez tenha que mudar, mudar o mundo e não a mim,
talvez não tenhamos cores, talvez sejamos como flores,
na beleza de um jardim
alma cheia de tormenta, motivada pela dor.
Talvez tenha que mudar, mudar o mundo e não a mim,
talvez não tenhamos cores, talvez sejamos como flores,
na beleza de um jardim
Essa tal felicidade
Bom dia, pra quem tem fé,
bom dia, pra quem tem vontade,
bom dia pra quem procura,
essa tal felicidade.
Boa noite queridos e queridas...
um verso para o limiar de nossa madrugada...
Noite sem lua clara,
tempo de vento brando,
televisão solitária na sala.
E os amantes? Se amando!
tempo de vento brando,
televisão solitária na sala.
E os amantes? Se amando!
Amor, juízo impreciso
Juízo de quê? De fato ou valor?
Não sei ao certo,
perdi o juízo de tanto amor.
Emoção, negação, abandono, infame,
não posso aceitar, por mais que te ame...
Não sei ao certo,
perdi o juízo de tanto amor.
Emoção, negação, abandono, infame,
não posso aceitar, por mais que te ame...
Juízo eu tive, juízo eu tenho,
não tenho você, e a nada me atenho.
Amor do passado, passado presente,
presente sem amor, futuro inexistente.
não tenho você, e a nada me atenho.
Amor do passado, passado presente,
presente sem amor, futuro inexistente.
Não posso aceitar, mas não posso querer,
querer é passado, presente é sofrer.
Juízo aparente, mente que odeia,
amor acabado, como o coração desenhado,
com as mãos na areia.
querer é passado, presente é sofrer.
Juízo aparente, mente que odeia,
amor acabado, como o coração desenhado,
com as mãos na areia.
Morte sem você, ausência sem amor,
percepção ofuscada, juízo impreciso,
o escuro e a dor.
Amor em sua vida, sorriso em sua face,
na minha tristeza, chamada saudade.
percepção ofuscada, juízo impreciso,
o escuro e a dor.
Amor em sua vida, sorriso em sua face,
na minha tristeza, chamada saudade.
Te encontrarei um dia, passeando frente ao vento,
segurarei em sua mão, terminarei meu tormento.
Sabes que juízo sei que fazes de mim?
Alguém que não vai embora,
alguém que apenas agora,
caminha sem rumo e sem fim.
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